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Polícia procura suspeitos de usar imóveis, loja e boate para lavar dinheiro do tráfico em Pouso Alegre

Segundo a Polícia Civil, a organização utilizava uma loja chamada 'Big Shark' e a boate 'Kasa 51' para lavar dinheiro do tráfico. Líder morava em condomínio de luxo em Pouso Alegre

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Os procurados Júlio Marangoni, João Vítor, Nathalia, e Rafael, já preso, quando estavam na boate Kasa 51 | Foto: Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (30) que está a procura de quatro pessoas apontadas como membros de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Pouso Alegre.

São eles:

  • João Vitor Albieiro, de 28 anos, apontado como líder do grupo. Ele se autodenominava “Jonathas”;
  • Nathalia Alessandra, de 24 anos, esposa de João Vitor;
  • Júlio Marangoni de Souza, ex-assessor parlamentar em Mogi-Mirim (SP) e corretor de imóveis;
  • e um homem identificado por Raimundo.

Segundo a Polícia Civil, a organização utilizava uma loja chamada ‘Big Shark’ e a boate ‘Kasa 51’ para lavar dinheiro.

No dia 5 desse mês, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nesses e outros locais, entre eles a casa onde João Vitor morava – um condomínio de luxo as margens da BR-459 -, e outras cidades (Jundiaí, Itapeva, São Paulo, Mogi-Mirim e Cabreúva), onde o grupo tinha imóveis e carros de luxo.

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Também foram cumpridos mandados de prisão. Cinco suspeitos foram presos:

  • Rafael Pessoa Romano;
  • Fábio Camilo;
  • outro suspeito identificado como Rubens;
  • Erica Alessandra, de 46, mãe de Natália;
  • Ivone Alessandra, de 77, avó de Natália

Segundo as investigações, Rafael, Fábio e Rubens ajudavam João Vitor no tráfico. A mãe e avó de Natália, esposa de João Vitor, são suspeitas de ajudar na lavagem de dinheiro. As duas moravam com o casal em Pouso Alegre, mas foram presas em casas diferentes em Jundiaí.

Além dos quatro foragidos e cinco presos, outros seis estão sendo investigados.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em mansões do grupo (Foto: PCMG Divulgação)

Vida de luxo

As investigações identificaram que, em 2020, o grupo se estabeleceu em Pouso Alegre e passou a realizar diversas negociações de veículos e imóveis, incluindo loja e boate. De acordo com o delegado, o suspeito de liderar a quadrilha, já conhecido no meio policial paulista, levava uma vida luxuosa: “se passava por empresário, mantinha contato com pessoas até do serviço público, com outros empresários, pessoas de bem, com padrão de vida elevado”, disse o delegado Thiago Machado.

“Descobrimos vários imóveis, assim como veículos de luxo, que eram utilizados para a lavagem de dinheiro. Eles possuíam vários imóveis em Pouso Alegre, Jundiaí, Itapeva, São Paulo, Mogi-Mirim e Cabreúva. Também tinham seis veículos, sendo três deles de luxo: um Evoque, um Mercedes Benz e um Jaguar. Isso chamou ainda mais a atenção e tudo servia para lavar o dinheiro do tráfico”, diz o delegado.

Como o grupo foi descoberto

Os crimes e a quadrilha foram desvendados pela polícia de Pouso Alegre, com colaboração das Policias de São Paulo e Amazonas. O comando das está a cargo do delegado Thiago Machado.

Tudo começou há um ano, quando houve a desconfiança de uma loja no Centro de Pouso Alegre, a Big Shark, que era de João Vitor, e servia para lavar dinheiro do tráfico. “Trocamos informações com a polícia de São Paulo, sobre as atividades de João Vitor e descobrimos que ele tinha dois mandados de prisão – um por trocar tiros com a polícia paulista, numa cidade do interior daquele estado, em 2018, e outro por roubo, em 2016”, conta o delegado.

No momento em que essa informação chegou à polícia de Pouso Alegre, João e a mulher já estavam foragidos, segundo o delegado.

Além disso, a esposa do investigado também é suspeita de fazer parte da associação criminosa. “Ela auxiliava ele na gerência dos bens, nas negociações de imóveis. Ela era responsável pela parte de contato com os condomínios de onde eles moravam e também era auxiliada pela própria mãe e a avó”

Segundo as investigações, Júlio Marangoni, paulista de Mogi-Mirim, ajudava na lavagem de dinheiros dos negócios em Pouso Alegre. Fábio e Rafael eram os responsáveis pela distribuição das drogas.

Além de Pouso Alegre e região, o grupo também agia em São Paulo, Santa Catarina e Amazonas.