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Hospital Samuel Libânio atende pelo menos 2 casos de tentativa de suicídio por dia

Neste domingo (10) é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental; Só em 1 funerária, a estimativa é de 18 velórios de casos de suicídios por ano. Conheça sinais, como ajudar, e que profissionais procurar

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Foto: PousoAlegrenet

Neste domingo (10) é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. Entre os problemas enfrentados, está a depressão, considerado o ‘mal do século 21’. Ela acarreta diversos sofrimentos e pode levar ao suicídio.

E tem chamado a atenção a quantidade de informações de suicídios consumados e tentativas em Pouso Alegre nos últimos meses. Recentemente, um adolescente tirou a vida.

O PousoAlegrenet foi atrás para saber qual o tamanho do problema. Mesmo sem números exatos, um número obtido junto a diversas fontes de saúde é preocupante: São pelos menos dois casos de tentativa de suicídio por dia que chegam ao Hospital Samuel Libânio em Pouso Alegre.

O número de mortes também é grande. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019 a média anual em Minas Gerais foi de 8 mortes para cada 100 mil habitantes. Isso representaria aproximadamente 12 mortes por ano em Pouso Alegre.

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Mas levantamentos recentes indicam um aumento de 28% no número de suícidios no país. Só em uma funerária de Pouso Alegre, a estimativa é de 18 velórios por ano de pessoas que tiraram a vida. Número maior que o de homicídios.

Não a toa, foi criado o setembro amarelo, campanha que busca durante todo o mês conscientizar as pessoas sobre a questão do suicídio.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 40% das pessoas que morrem por suicídio já haviam tentado anteriormente. Em 83% das vezes o suícidio é feito dentro de casa. O método mais comum é por envenenamento (seja por veneno, ou grande quantidade de remédios).

Conheça sinais, como ajudar, e que profissionais procurar

Foto: PousoAlegrenet

A assistente social do Caps Ad, Ana Monteiro, explica os sinais que uma pessoa pode dar antes de cometer um suicídio: Muita das vezes pode ser sinais silenciosos. Então muitas pessoas podem pensar: ‘Nossa, essa pessoa cometeu suícidio, ela era tão alegre, tão feliz’. Mas cada pessoa é diferente. O que pode ser percebido é um coportamento diferente do habitual. Os autocuidados. Em rede social ela pode começar a apresentar alguns relatos mais diferentes. Isolamento. Pensamento mais negativos. São sinais de que não está tudo bem”, explica.

Ela explica o que se pode fazer para ajudar: Primeiramente, o que se pode fazer é não julgar, evitar tipo de frases: ‘Porque você está triste? A vida é tão boa, é tao bela. Pensa positivo’. São frases muito comuns, que não necessariamente ajudam a pessoa de fato. Segundo, ficar próximo da pessoa. Evitar deixar ela sozinha. Tentar procurar um serviço especializado, um profissional para começar um acompanhamento. O que é muito importante é procurar e levar informação. Procurar um profissional que vai poder oferecer uma escuta qualificada”.

Uma das dúvidas é que profissionais procurar: “Os profissionais que se pode procurar são os que atuam na saúde mental. Em Pouso Alegre existe dois Caps, o Ad para quem faz uso de substâncias psicoativas, e o Caps 2, para pessoas com transtorno mental grave ou persitente. Além dos Caps, pode-se procurar um psicologo ou psiquiatra. A importância do tratamento do Caps é que tem uma equipe multiprofissional que proporciona um olhar por completo. A equipe é composta por médico, psiquiatra, psicologo, assistente social, terapeutas ocupacionais, enfermeiros”, completou.