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Pouso Alegre passa a proibir profissionais de saúde de usarem jaleco fora de seus locais de trabalho

Multa é de R$ 1.131, e dobra em caso de reincidência. Vigilância Sanitária tem recebido grande número de denúncias. Preocupação é que bactérias de hospitais sejam levadas a outros ambientes, como restaurantes

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Imagem ilustrativa

Profissionais de saúde de Pouso Alegre não poderão mais utilizar jalecos e outras vestimentas de proteção individual fora do seus locais de trabalho. A proibição foi aprovada nesta terça-feira (17) na Câmara Municipal, e deve ser sancionada rapidamente pelo prefeito Rafael Simões, autor do projeto.

A justificativa do projeto, é o grande número de denúncias recebidas pela Vigilância Sanitária sobre profissionais de saúde que usam jalecos em estabelecimentos que vendem refeições com consumo no local. A preocupação é que através dos jalecos, os profissionais de saúde levem para esses ambientes micro-organismos, como bactérias.

“Fora do ambiente hospitalar, há muita gente com o sistema de defesa do organismo em baixa, como idosos, pessoas doentes e crianças, que ficam mais ameaçados por bactérias. Um exemplo é a bactéria Acinetobacter Baumanii que pode até causar infecção generalizada. O uso indevido do uniforme de trabalho dos profissionais de saúde aumenta a transmissão de micro-organismos, que tem alta resistência e se proliferam rapidamente”, diz a justificativa do projeto.

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Para a Vigilância Sanitária de Pouso Alegre, o maior problema não seria a contaminação de agentes patológicos dos restaurantes, bares e congêneres para os hospitais e, sim, o inverso. “As possibilidades de o profissional de saúde carregar germes da comunidade para dentro do hospital, por exemplo, são muito pequenas. As bactérias mais perigosas já estão dentro dos hospitais. A preocupação da Vigilância é justamente o contrário”, explica.

Fazer com que o jaleco fique restrito ao ambiente de trabalho é uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nossa intenção é que ela também seja cumprida em Pouso Alegre”, salientou o prefeito Rafael Simões.

A multa para quem descumprir é de 200 UFMs (R$ 1.131). O valor dobra em caso de reincidência, e assim sucessivamente.

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