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Após 16 dias de greve, apenas duas escolas estaduais seguem funcionando normalmente em Pouso Alegre

Algumas escolas comunicaram que retornarão de forma parcial a partir desta segunda-feira (28); Professores reivindicam o aumento salarial nacional de 33% do piso

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Conservatório é uma das duas escolas estaduais que estão funcionando normalmente (Foto: Arquivo Prefeitura)

Após 16 dias de greve, apenas duas escolas estaduais seguem funcionando normalmente em Pouso Alegre. Segundo sindicato da categoria, o município tem 80% de adesão à greve desde o dia 09 de março.

Em Pouso Alegre apenas o Colégio Polivalente e o Conservatório de Música estão funcionando normalmente. Oito escolas restantes estavam com adesão total, mas algumas comunicaram que retornarão de forma parcial a partir desta segunda-feira (28). É o caso da Dr. José Marques de Oliveira (o Colégio Estadual).

A greve se estende a outras cidades do sul de minas. Na região de Ouro Fino, Cambuí e extrema a adesão é de 90%. Congonhal, Cordislândia, Estiva Ipuiuna, Jacutinga, Munhoz, Silvianópolis e Turvolândia também aderiram à greve.

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Professores de Pouso Alegre reivindicam aumento salarial | Foto: SindUTE

A greve

Os servidores reivindicam o aumento salarial nacional de 33%. O piso nacional da categoria é de R$ 3845,63 para 40 horas de trabalho. Atualmente o valor pago em Minas é de R$ 2.135, para 24 horas de trabalhadas.

Zema defende um reajuste com base na proporcionalidade. Mas duas leis aprovadas em Minas embasam o pedido de que o reajuste não seja proporcional.

Em entrevista ao MG1 na sexta-feira (18), Zema afirmou que o limite de reajuste do Estado é de 10%. No entanto, no caso dos professores, o reajuste do piso salarial nacional em 33%, por ser uma lei federal, se sobrepõe a do Estado.

“Hoje o nosso limite de reajuste é de 10%. A inflação de 2021 foi de 10% e nós estamos reajustando todo o funcionalismo do estado em 10%. No caso dos professores houve uma lei federal que provocou um reajuste de 33% que será cumprido. A lei federal se sobrepõe. Mas nós temos de lembrar, nós temos professores com cargas horárias diferentes […] o pagamento é proporcional….O que os sindicatos estão querendo, me desculpe, é num ano eleitoral ter palanque pra alguém. Infelizmente é o que tem acontecido.” , ressalta o governador.

Os professores da Rede Estadual realizaram uma assembleia nesta quarta-feira (23). Os servidores definiram que a greve segue por tempo indeterminado após não entrarem em conciliação com o Governo.