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Pousoalegrense é preso suspeito de chefiar esquema bilionário de sonegação de impostos

Rafael Góis, suspeito de ser cabeça de esquema que fraudou R$ 2,3 bilhões, foi preso ao desembarcar em aeroporto e será levado para Três Corações

Empresário foi preso ao desembarcar em Campínas (Foto: Reprodução/EPTV)

O empresário milionário Rafael Góis foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (20). Góis foi preso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) ao desembarcar de um voo que partiu de Orlando, nos Estados Unidos.

Rafael Gois na delegacia (Foto: Reprodução EPTV)

Após a prisão, o empresário foi levado para prestar depoimento na delegacia da Polícia Federal em Varginha (MG) e será levado para a Penitenciária de Três Corações (MG).

Segundo a Polícia Federal, Rafael Gois é suspeito de integrar um esquema bilionário de sonegação de impostos e produção ilegal de cigarros. Góis seria o chefe do grupo por ser especialista em fraudes tributárias. Ele foi contratado em 2014, quando o esquema foi aprimorado, para desenvolver o trabalho ilegal em uma empresa no Sul de Minas. O esquema teria fraudado R$ 2,3 bilhões.

“O grupo atuava em duas frentes: a produção paralela de cigarros, que fraudava a contagem da Receita Federal, eles produziam muito mais do que estavam autorizados a produzir. A outra frente era de sonegação tributária, eles não pagavam nada de tributos sobre os cigarros que eles produziam”, disse o delegado da Polícia Federal, Alexander Castro de Oliveira.

Polícia e Receita Federal cumpriram mandados em São Gonçalo do Sapucaí (Foto: Reprodução/EPTV)

As investigações apontam que o grupo atua há mais de 10 anos no setor cigarreiro de segunda linha, com três marcas, possuindo ao menos duas fábricas de cigarro e diversas distribuidoras no país, responsáveis pelo escoamento da produção. Eles chegaram a utilizar títulos de débitos de mais de 100 anos para atrasar o trabalho da Receita Federal.

Grupo criminoso agia há pelo menos 10 anos em quatro estados (Foto: Reprodução/EPTV)

“O grupo atuava em duas frentes: a produção paralela de cigarros, que fraudava a contagem da Receita Federal, eles produziam muito mais do que estavam autorizados a produzir. A outra frente era de sonegação tributária, eles não pagavam nada de tributos sobre os cigarros que eles produziam”, disse o delegado da Polícia Federal, Alexander Castro de Oliveira.

Advogado diz que defesa só irá se manifestar após analisar processo (Foto: Reprodução EPTV)

Segundo o advogado do empresário, Gustavo Chalfun, a defesa só irá se manifestar após analisar todo o processo. “A empresa tem como objeto social exatamente a fabricação de cigarros, então nesse sentido e após analisar toda a documentação, é que a defesa se pronunciará em quais os caminhos que devem ser adotados durante a tramitação do processo após o evidente trabalho da Polícia Federal e também da Justiça Federal”, disse o advogado.

Rafael Góis foi candidato a prefeito em São Gonçalo do Sapucaí em 2016

Rafael Góis nasceu em Pouso Alegre, onde chegou a ser candidato a vereador aos 18 anos. Em 2016 foi candidato a prefeito de São Gonçalo pelo PRB, quando declarou patrimônio de R$ 188 milhões, se tornando um dos políticos mais ricos do Brasil. O grupo Góis, de Rafael Góis, era o patrocinador master do Boa Esporte, mas após dizer apoiar a contratação do Goleiro Bruno, voltou atrás e cancelou o patrocínio.

A Polícia Federal informou que os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsificação de papéis públicos e sonegação fiscal, podendo ser condenados a até 12 anos de prisão.

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