
O Complexo Hospitalar Samuel Libânio contestou informações apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde sobre a realização de cirurgias eletivas em Pouso Alegre.
Durante prestação de contas na Câmara Municipal, a Secretaria informou ter registrado 648 procedimentos em 2026, o equivalente a 32,4% da meta anual de 2 mil cirurgias.
Na ocasião, o superintendente municipal de Regulação, Marco Antônio, relacionou o resultado à maior ocupação dos leitos de UTI após a implantação do CORE-MG. Segundo ele, isso teria reduzido a capacidade de realização de cirurgias programadas no hospital.
Em nota enviada ao PousoAlegre•net, o Samuel Libânio apresentou números diferentes. A instituição afirma que realizou, entre janeiro e maio, 2.128 cirurgias eletivas hospitalares e 2.478 cirurgias ambulatoriais.
Considerando somente moradores de Pouso Alegre, o hospital informou ter realizado 745 procedimentos eletivos de média e alta complexidade no período. Segundo o CHSL, o volume corresponde a 87% da pactuação anual destinada à população do município.
Na média complexidade, foram realizados 1.160 procedimentos eletivos, equivalentes a 101% da programação proporcional para os cinco primeiros meses. Na alta complexidade, foram 1.548 procedimentos, cerca de 140% da referência prevista para todo o ano. Aproximadamente 62% deles foram eletivos.
O hospital também contestou a relação feita com o CORE-MG. Segundo a instituição, o sistema começou a operar em 19 de maio. Por isso, os números registrados entre janeiro e maio são majoritariamente anteriores à implantação.
“Eventuais impactos decorrentes da nova sistemática somente poderão ser avaliados adequadamente a partir de períodos posteriores e com dados específicos”, afirmou o hospital.
O CHSL sustenta que cumpre a programação pactuada e possui estrutura para ampliar a oferta de cirurgias.
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