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Simões pede que Câmara de Pouso Alegre casse mandato de André Prado

Prefeito acusa vereador de quebra de decoro parlamentar. André afirmou que prefeito cometeu crime e que grupo age como quadrilha. Aceitação ou não da denúncia será votada no dia 25

Simões gravou vídeo criticando André Prado (Foto: Reprodução Facebook)

O prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), enviou a Câmara uma denúncia pedindo a cassação do mandato do vereador André Prado (PV). Simões alega que Prado cometeu quebra de decoro parlamentar no discurso proferido na sessão do dia 11 de setembro.

No discurso, André Prado afirmou que o prefeito cometeu crime e que seu grupo age como uma quadrilha: “O castelo do senhor Rafael Simões começa a ruir. Com as devidas provas do seu crime existe um grupo que, agora comprovadamente, age como uma quadrilha”, disse o vereador, que voltou a acusar o prefeito: “Nós estamos diante de um crime nojento praticado pelo nosso prefeito e a sua trupe”, afirmou André.

André no uso da tribuna nesta terça , 18 (Foto: Reprodução TV Câmara)

O vereador se referia as irregularidades apontadas pela Sindicância realizada pela FUVS. Durante e após a sua gestão a frente da FUVS, Simões comprou medicamentos que eram do hospital, alguns de uso restrito, e sem receita médica. Para comprar os medicamentos, uma ficha de atendimento foi aberta e fechada minutos depois.

A compra foi considerada irregular pela FUVS. Além disso, a Sindicância também descobriu que o laboratório do hospital realizou testes em amostras de sangue animal a pedido de Simões.

Na denúncia, Simões alega que não houve crime ou irregularidade, e disse que a Sindicância foi manipulada. Para ele, André cometeu calúnia, e apesar de ter imunidade parlamentar, ele pode ser julgado por quebra de decoro pelos colegas vereadores.

Para André, a denúncia não deveria ser aceita, pois fere a imunidade parlamentar. “Esse pedido vindo lá da Carijós [prédio da prefeitura] fere a nossa liberdade irrestrita para fiscalizar o executivo”,  se defendeu no uso da tribuna.

A aceitação ou não da denúncia será votada na sessão da próxima terça-feira (25). A base do prefeito é maioria na Câmara.