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Perugini é condenado pela justiça por usar servidor como mordomo em sua residência em Pouso Alegre

Para o juiz da 3ª Vara Cível, ficou comprovada a ilegalidade. Segundo MP, servidor preparava café, almoço, separava remédios e dava limpeza na casa. Perugini diz que se recuperava de cirurgia e que servidor - efetivo como cozinheiro - atuava como assessor e não exerceu funções particulares

Segundo MP, Perugini teria usado cozinheiro da prefeitura como mordomo pessoal. Ele nega (Foto: Arquivo / Prefeitura)

O ex-prefeito de Pouso Alegre, Agnaldo Perugini (PT), recebeu na última quinta-feira (24) mais uma condenação por improbidade administrativa. Dessa vez, segundo a justiça, por usar um servidor público como mordomo em sua residência particular.

A decisão é do juiz de direito Selmo Sila de Souza, da 3ª Vara Cível da Comarca de Pouso Alegre. Segundo o magistrado, ficou “comprovada a ofensa ao princípio da legalidade, tendo em vista que os requeridos Agnaldo Perugini e Rosimara Alves da Cunha agiram de maneira arbitrária, com vistas a possivelmente satisfazer seus interesses pessoais”, diz o magistrado na sentença.

Perugini e sua ex-chefe de gabinete, Rose Cunha, foram condenados a ressarcir os danos ao erário em R$ 51 mil, além da suspensão dos direitos políticos por 8 anos e contratarem ou receberem benefícios com o poder público por 5 anos.

A sentença passa a valer a partir de quando houver o trânsito em julgado da ação, ou seja, não se puder mais recorrer. Ainda cabe recurso.

A denúncia

A ação foi interposta pelo Ministério Público, após sindicância da prefeitura, e denúncia do vereador Bruno Dias. Segundo o MP, por mais de um ano, Perugini teria usado um servidor público como mordomo pessoal em sua casa. A ordem para que o servidor fosse trabalhar na casa do prefeito teria partido da ex-chefe de gabinete, na época assessora, Rosimara Alves da Cunha, conhecida como Rose Cunha.

Perugini passou por cirurgia, e retornou ao gabinete em agosto (Foto: Arquivo / Prefeitura)

Ainda de acordo com o MP, o servidor efetivo como cozinheiro, além de preparar o café e o almoço do prefeito, separava remédios e dava limpeza na casa. A situação teria iniciado em outubro de 2015 e perdurado até o final do mandado de Perugini, em dezembro de 2016.

O outro lado

Em sua defesa, Rosimara Alves da Cunha negou que tenha praticado qualquer ato de improbidade administrativa, e que a versão apresentada pelo servidor é falsa, e cercada de de propaganda política.

Agnaldo Perugini também negou ter praticado qualquer ato de improbidade administrativa, e que as provas são ilícitas. Em maio de 2018, quando o PousoAlegrenet noticiou o início da ação judicial, Perugini enviou uma nota informando que no período que se recuperava de uma cirurgia cardíaca, o servidor atuou em sua residência, não como cozinheiro – da qual foi concursado -, mas como assessor, ajudando em relação a documentos, reuniões, e telefonemas.

Nº do Processo: 5001861-46.2018.8.13.0525 (PJE)