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Lotus é considerada inabilitada na licitação do transporte coletivo em Pouso Alegre

Prefeitura avaliou documentação da Lotus – ligada a Princesa do Sul - mesmo ela tendo desistido da licitação. Para prefeitura, procuração não dava poder para o representante desistir do pleito

Ônibus da empresa Lotus (Foto: Veronica Pereira Gonçalves)

A comissão de licitação da Prefeitura de Pouso Alegre considerou a Lotus – empresa ligada a Princesa do Sul – inabilitada na licitação do transporte coletivo em Pouso Alegre.

Na manhã desta quarta-feira (29), antes da abertura dos envelopes com a documentação das empresas participantes, um representante da Lotus informou a desistência da empresa no pleito.

Abertura dos envelopes nesta quarta-feira, 29 (Foto: PousoAlegrenet)

Porém, segundo a prefeitura, o jurídico do executivo avaliou que o representante da Lotus não tinha na procuração poder para desistir do pleito. Com base nisso, no final da tarde a comissão de licitação abriu o envelope com a documentação de habilitação da empresa.

De acordo com a prefeitura, na documentação foi encontrado diversas inconsistências, e ausência de documentos necessários, por isso a empresa foi considerada inabilitada para prestar o serviço.

Tanto a Lotus, quanto a concorrente Planalto, terão agora 5 dias para entrar com recursos.

Durante a manhã, o PousoAlegrenet conseguiu falar com um representante da Lotus, que informou que a empresa só se pronunciaria através do processo licitatório. O PousoAlegrenet voltou a tentar contato com o representa da empresa para falar da procuração e abertura dos envelopes, mas não obteve sucesso até o momento desta publicação.

Concessionária também será responsável por abrigos (Foto: Arquivo PousoAlegrenet)

O transporte público é a principal reclamação dos moradores de Pouso Alegre. O serviço é prestado pela viação Princesa do Sul há 35 anos. O contrato com a Princesa do Sul venceu em abril deste ano. Como a licitação não havia sido concluída, um contrato de prestação de serviços continuado foi firmado para que a cidade não ficasse sem o transporte público.

Segundo o Superintendente de Gestão de Recursos Materiais, Leandro Corrêa, com apenas uma empresa, o processo demore 30 dias a menos. A expectativa, segundo ele é que, “se tudo correr com conformidade, com habilitação técnica e de proposta, acredito que até o final do ano teríamos um contrato assinado”.

O valor estimado do contrato é de R$ 129 milhões para um período de 20 anos de concessão, com a possibilidade de renovação por mais outros 20 anos.