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Mais dois vereadores sofrem pedidos de cassação por suposta quebra de decoro em Pouso Alegre

Arlindo da Mota Paes (PSDB) e Bruno Dias (PR) foram denunciados por discursos feitos há meses. As duas denúncias foram rejeitadas por unanimidade. Pedidos de cassação acontecem logo após denúncia contra André Prado (PV) ter sido aceita pelos vereadores

Foto: Câmara de Pouso Alegre

A Câmara Municipal de Pouso Alegre votou nesta terça-feira (2) mais dois pedidos de cassação contra vereadores por suposta quebra de decoro parlamentar. Dessa vez os alvos foram os vereadores Bruno Dias (PR) e Arlindo da Mota Paes (PSDB).

Os pedidos chegaram a casa de leis após a câmara ter aceitado receber a denúncia do prefeito Rafael Simões (PSDB) contra o vereador André Prado (PV) por suposta quebra de decoro. Prado afirmou que Simões cometeu crime no caso da sindicância da FUVS, e que seu grupo “comprovadamente age como uma quadrilha”, acusou Prado.

As denúncias contra Bruno e Arlindo, da situação, são praticamente uma cópia da denúncia feita pelo prefeito contra Prado, da oposição. Só foram alterados dados dos acusadores e acusados, e o conteúdo dos discursos em questão. As argumentações foram replicadas de forma exata. [Confira as três: André, Arlindo, Bruno].

Bruno Dias atacou Pimentel em discurso em fevereiro (Imagem: Reprodução TV Câmara)

A acusação contra Bruno Dias (PR) foi assinada pelo advogado Sebastião Camilo de Carvalho. Ele alega difamação contra o governador Fernando Pimentel (PT), o deputado federal Odair Cunha (PT), e o deputado estadual Ulisses Gomes (PT). Bruno chamou Pimentel de ladrão e disse que os três “tem sido conivente com essa situação [atrasos de repasses]. Estão roubando o seu dinheiro”, acusou Bruno em fevereiro.

Arlindo da Mota Paes em discurso nesta terça, 2 (Imagem: Reprodução TV Câmara)

A denúncia contra Arlindo da Mota Paes (PSDB) foi assinada pela professora Shirley Félix. Ela alega difamação contra os professores da rede municipal que deixaram de dar aula para participar de uma manifestação. Entre os trechos destacados pela professora está: “Vocês não podem lesionar as pessoas que dependiam da creche, que dependiam das aulas, pra participar, pra levar seus filhos”. O discurso foi em março de 2017.

No uso da tribuna nesta terça-feira (2), Bruno e Arlindo reafirmaram os discursos denunciados. As duas denúncias foram rejeitadas por unanimidade.