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Câmara recebe pedido de cassação contra André Prado por quebra de decoro

Prefeito acusa vereador de quebra de decoro parlamentar. André afirmou que prefeito cometeu crime e que grupo age como quadrilha. Denúncia feita por Prado contra Simões foi rejeitada

André no uso da tribuna da terça, 18 (Foto: Reprodução TV Câmara)

A Câmara Municipal de Pouso Alegre recebeu nesta terça-feira (25) a denúncia que pede a cassação do mandato do vereador André Prado (PV). A denúncia, feita pelo prefeito Rafael Simões (PSDB), acusa Prado de calúnia e quebra de decoro parlamentar durante o uso da tribuna no dia 11 de setembro.

A denúncia foi recebida por 8 votos a 6. Na mesma sessão, foi rejeitado por 11 votos o recebimento de denúncia apresentada pelo vereador André Prado pedindo a cassação do prefeito.

A comissão processante será formada pelos vereadores Wilson Tadeu (PV), Dr. Edson (PSDB), e Rodrigo Modesto (PTB). Os cargos na comissão ainda não foram definidos.

Em seu discurso na Câmara nesta terça-feira, Prado afirmou estar tranquilo: “Não tenho dúvidas que serei inocentado nesse pedido de acusação”.

A denúncia

No discurso que resultou na denúncia, André Prado afirmou que o prefeito cometeu crime e que seu grupo age como uma quadrilha: “O castelo do senhor Rafael Simões começa a ruir. Com as devidas provas do seu crime existe um grupo que, agora comprovadamente, age como uma quadrilha”, disse o vereador, que voltou a acusar o prefeito: “Nós estamos diante de um crime nojento praticado pelo nosso prefeito e a sua trupe”, afirmou André.

O vereador se referia as irregularidades apontadas pela Sindicância realizada pela FUVS. Durante e após a sua gestão a frente da FUVS, Simões comprou medicamentos que eram do hospital, alguns de uso restrito, e sem receita médica. Para comprar os medicamentos, uma ficha de atendimento foi aberta e fechada minutos depois.

A compra foi considerada irregular pela FUVS. Além disso, a Sindicância também descobriu que o laboratório do hospital realizou testes em amostras de sangue animal a pedido de Simões.

Na denúncia, Simões alega que não houve crime ou irregularidade, e disse que a Sindicância foi manipulada. Para ele, André cometeu calúnia, e apesar de ter imunidade parlamentar, ele pode ser julgado por quebra de decoro pelos colegas vereadores.